Verbo cogitar: formas, sentidos e conjugação
Pensar ou refletir sobre algo; considerar uma possibilidade, um plano ou uma hipótese.
Publicado em · Atualizado em · Leitura de 3 min · Por Stéfano Barcellos
Sobre o verbo cogitar
Cogitar significa pensar atentamente em algo, ponderando uma ideia, hipótese ou possibilidade. Pode ser empregado como transitivo direto, em “cogitar um projeto”, ou com a preposição “em”, em “cogitar em viajar”. Em certos contextos, também indica considerar alguém ou algo como opção.
Significado de cogitar
O verbo cogitar significa pensar, refletir, ponderar ou considerar uma ideia, uma hipótese e uma possibilidade. É empregado quando alguém analisa mentalmente determinada situação antes de tomar uma decisão. Por isso, aparece com frequência em contextos formais, acadêmicos, profissionais e jornalísticos, embora também seja plenamente adequado na conversação cotidiana.
Em construções como cogitar uma mudança, o verbo funciona como transitivo direto: quem cogita, cogita algo. Também é comum a regência com a preposição em, sobretudo na expressão cogitar em fazer algo: “A equipe cogita em ampliar o atendimento”. Ambas as construções são registradas no uso culto, mas a construção direta costuma ser mais concisa.
Conjugação e regularidade
Cogitar é um verbo regular da primeira conjugação, pois termina em -ar e mantém o radical cogit- em sua flexão. Assim, segue o modelo de verbos como amar, cantar e estudar. No presente do indicativo, por exemplo, temos “eu cogito”, “nós cogitamos” e “eles cogitam”.
O pretérito perfeito apresenta as formas “cogitei”, “cogitaste”, “cogitou” e “cogitaram”. Já no presente do subjuntivo, empregam-se “que eu cogite” e “que nós cogitemos”. Por seguir um padrão regular, o verbo não oferece alterações de radical nem desinências excepcionais.
Regência e emprego
Quando o complemento é um substantivo, o uso sem preposição é bastante frequente: “A diretoria cogita novas medidas”. Quando o complemento é uma ação expressa por infinitivo, pode haver a preposição em: “Eles cogitam em viajar no fim do ano”. Em textos objetivos, também se pode dizer “Eles cogitam viajar no fim do ano”.
Há ainda a construção negativa não cogitar de, que equivale a não admitir, não considerar ou não ter intenção de algo: “Ela não cogita de abandonar o curso”. Esse emprego tem tom mais formal e ressalta que uma hipótese está totalmente afastada.
Uso adequado em frases
- Use cogitar para indicar exame mental de uma possibilidade.
- Prefira formas regulares, como “cogitávamos” e “cogitaremos”, conforme o tempo verbal exigido.
- Em registros formais, “cogitar uma solução” é uma construção direta e precisa.
- Com infinitivo, são usuais construções como “cogitar em mudar” e “cogitar mudar”.
Conhecer a conjugação e a regência de cogitar ajuda a redigir textos claros, sobretudo quando é necessário apresentar planos ainda não definidos. O verbo comunica reflexão e possibilidade, sem afirmar que a decisão já foi tomada.
Origem e etimologia
Do latim cogitare, com o sentido de pensar, refletir e meditar.
Pontos-chave
- Cogitar é verbo regular da primeira conjugação.
- Significa pensar ou considerar uma possibilidade.
- Admite complemento direto: “cogitar uma ideia”.
- Pode ocorrer com “em” antes de infinitivo.
- O particípio regular é “cogitado”.
Conjugação no modo indicativo
O indicativo apresenta o fato como certo, real ou concreto, tanto no passado quanto no presente e no futuro.
| eu | cogito |
|---|---|
| tu | cogitas |
| ele / ela / você | cogita |
| nós | cogitamos |
| vós | cogitais |
| eles / elas / vocês | cogitam |
| eu | cogitei |
|---|---|
| tu | cogitaste |
| ele / ela / você | cogitou |
| nós | cogitamos |
| vós | cogitastes |
| eles / elas / vocês | cogitaram |
| eu | cogitava |
|---|---|
| tu | cogitavas |
| ele / ela / você | cogitava |
| nós | cogitávamos |
| vós | cogitáveis |
| eles / elas / vocês | cogitavam |
| eu | cogitara |
|---|---|
| tu | cogitaras |
| ele / ela / você | cogitara |
| nós | cogitáramos |
| vós | cogitáreis |
| eles / elas / vocês | cogitaram |
| eu | cogitarei |
|---|---|
| tu | cogitarás |
| ele / ela / você | cogitará |
| nós | cogitaremos |
| vós | cogitareis |
| eles / elas / vocês | cogitarão |
| eu | cogitaria |
|---|---|
| tu | cogitarias |
| ele / ela / você | cogitaria |
| nós | cogitaríamos |
| vós | cogitaríeis |
| eles / elas / vocês | cogitariam |
Conjugação no modo subjuntivo
O subjuntivo exprime hipótese, desejo, dúvida ou condição, e costuma aparecer em orações subordinadas.
| eu | que cogite |
|---|---|
| tu | que cogites |
| ele / ela / você | que cogite |
| nós | que cogitemos |
| vós | que cogiteis |
| eles / elas / vocês | que cogitem |
| eu | se cogitasse |
|---|---|
| tu | se cogitasses |
| ele / ela / você | se cogitasse |
| nós | se cogitássemos |
| vós | se cogitásseis |
| eles / elas / vocês | se cogitassem |
| eu | quando cogitar |
|---|---|
| tu | quando cogitares |
| ele / ela / você | quando cogitar |
| nós | quando cogitarmos |
| vós | quando cogitardes |
| eles / elas / vocês | quando cogitarem |
Conjugação no modo imperativo
O imperativo expressa ordem, pedido, conselho ou instrução, na forma afirmativa e na forma negativa.
| tu | cogita |
|---|---|
| você | cogite |
| nós | cogitemos |
| vós | cogitai |
| vocês | cogitem |
| tu | não cogites |
|---|---|
| você | não cogite |
| nós | não cogitemos |
| vós | não cogiteis |
| vocês | não cogitem |
Formas nominais
As formas nominais não indicam tempo por si mesmas e podem funcionar como substantivo, adjetivo ou advérbio.
| Infinitivo impessoal | cogitar |
|---|---|
| Gerúndio | cogitando |
| Particípio | cogitado |
| eu | cogitar |
|---|---|
| tu | cogitares |
| ele / ela / você | cogitar |
| nós | cogitarmos |
| vós | cogitardes |
| eles / elas / vocês | cogitarem |
Tempos compostos
Os tempos compostos combinam um verbo auxiliar com o particípio do verbo principal.
| eu | tenho cogitado |
|---|---|
| tu | tens cogitado |
| ele / ela / você | tem cogitado |
| nós | temos cogitado |
| vós | tendes cogitado |
| eles / elas / vocês | têm cogitado |
| eu | tinha cogitado |
|---|---|
| tu | tinhas cogitado |
| ele / ela / você | tinha cogitado |
| nós | tínhamos cogitado |
| vós | tínheis cogitado |
| eles / elas / vocês | tinham cogitado |
| eu | terei cogitado |
|---|---|
| tu | terás cogitado |
| ele / ela / você | terá cogitado |
| nós | teremos cogitado |
| vós | tereis cogitado |
| eles / elas / vocês | terão cogitado |
Verbos que seguem o mesmo modelo
- amar
- cantar
- estudar
Exemplos de uso
Frases que mostram o verbo em diferentes tempos e contextos, do sentido literal ao figurado.
- A diretoria cogita ampliar o horário de atendimento ao público.
- Nós cogitamos em mudar de cidade no próximo ano.
- Se eles cogitarem uma nova proposta, avisarão os participantes.
- A pesquisadora cogitou diferentes explicações para os resultados.
- Não cogite de desistir antes de avaliar todas as alternativas.
Sinônimos e antônimos
Sinônimos
- considerar (uma possibilidade)
- ponderar (uma ideia)
- refletir sobre (um assunto)
- pensar em (um plano)
- avaliar (uma hipótese)
Antônimos
- decidir (após a reflexão)
- desconsiderar (uma hipótese)
- descartar (uma possibilidade)
- ignorar (uma questão)
- rejeitar (uma proposta)
Perguntas frequentes sobre o verbo cogitar
O verbo cogitar é regular ou irregular?
Cogitar é um verbo regular da primeira conjugação, terminada em -ar. Ele mantém o radical cogit- em todas as formas e segue o modelo de amar.
Qual é a regência do verbo cogitar?
Cogitar pode ser transitivo direto, como em “cogitar uma solução”. Também admite a construção com “em”, especialmente antes de infinitivo: “cogitar em viajar”.
É correto dizer “cogitar em fazer”?
Sim. A construção “cogitar em fazer” é aceita e registrada no uso culto. Também é possível empregar a forma direta e mais concisa: “cogitar fazer”.
Qual é o particípio de cogitar?
O particípio regular do verbo é “cogitado”. Ele é usado em tempos compostos e na voz passiva, como em “a proposta foi cogitada pela equipe”.
O que significa “não cogitar de”?
A expressão “não cogitar de” significa não considerar, não admitir ou não ter intenção de realizar algo. É uma construção de tom mais formal, comum em textos escritos.
Assuntos deste verbete
Stéfano Barcellos
Formado em Direito
Escreve sobre língua portuguesa com foco em clareza e precisão. Formado em Direito, dedica-se à revisão gramatical e à produção de conteúdo didático sobre conjugação verbal.
Conteúdo revisado por Stéfano Barcellos em 4 de setembro de 2026
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